Micro e pequenas empresas do ES avançam na tecnologia

Apesar da tecnologia estar avançando com os micro e pequenos empreendedores, são poucos os que possuem uma página na internet. Saiba mais nesse artigo!
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Micro e pequenas empresas do ES avançam na tecnologia, mas menos da metade está na internet

“A tecnologia move o mundo ”. A citação de Steve Jobs, antes de fundar a maior empresa de tecnologia do planeta, hoje pode soar como uma frase clichê. Mas, em 1972, foi motivo de chacota contra Jobs, e o melhor amigo, Steve Wozniak, que juntos fundariam a Apple. Em 2018, é impensável grandes marcas “sobreviverem” sem a tecnologia. Seja no processo de produção, até o relacionamento com o cliente. Para as micro e pequenas empresas, esse conceito deve ser usado até com mais força do que nas grandes marcas. Os micro e pequenos empreendedores (MPE) utilizam a tecnologia a todo tempo para maximizar os lucros, conquistar novos clientes e tornar o processo de produção mais eficiente.

No Espírito Santo, porém, apesar da tecnologia estar avançando nos micro e pequenos empreendedores, ainda assim, apenas uma a cada quatro MPEs possuem página na internet. Já 43% tem apenas uma página no Facebook, e 69% se comunicam com clientes pelo WhatsApp.

“Hoje em dia, o site é até pouco utilizado. Muitos micro e pequenos empresários preferem usar a rede social como única forma de presença no ambiente digital. O que se precisa mensurar é: para qual objetivo o empreendedor quer estar em determinada rede. Ao mesmo tempo, vejo que falta capacitação. Os ‘micros’, principalmente, precisam entender a importância de estar presente no ambiente digital”, diz o vice-presidente da Federação das Entidades das Micro e Pequenas Empresas do Espírito Santo (Femicro-ES), Hugo Tofoli.

O Espírito Santo é o sétimo Estado com maior percentual de empreendedores em que o negócio tem uma página na internet. Perdendo para São Paulo (37%), Santa Catarina (35%), Paraná (29%), Rio Grande do Sul (29%), Distrito Federal (28%), e Rio Grande do Norte (26%).

Um em cada quatro micro e pequenas empresas está presente na web. 43% delas possuem página no Facebook e 69% se comunicam com clientes através do WhatsApp

Formada em marketing, Caroline Varejão, de 35 anos, viu nas redes sociais uma forma de impulsionar a empresa do pai: uma oficina de lanternagem, pintura e mecânica, localizada no bairro Jardim Limoeiro, na Serra.

“A oficina tem 32 anos de mercado. Há sete anos já temos um site e desde 2016 decidimos entrar no Facebook e Instagram. De lá para cá o resultado é impressionante. Muitos clientes vem até nós porque nos viu nas redes sociais”, conta Caroline.

Para se destacar num ramo que não é usual nas redes sociais, Caroline diz que não busca vender o serviço da oficina e sim conteúdos que gerem valor à marca. “Eu nunca publico ‘compre um pneu com a gente’. Isso afastaria o internauta. A gente posta conteúdo ligado à empresa, mas sem vender nossos serviços. Por exemplo; se um dia estiver chovendo, nós damos dicas para o motorista dirigir com segurança. Por isso, conseguimos nos destacar”, completa.

Da gastronomia para a tecnologia

O empreendedor Hélder Blunck Valentim, de 33 anos, se formou em gastronomia, mas percebeu que seu maior “alimento” é a tecnologia. Há seis anos fundou uma empresa que desenvolve sites, aplicativos e comércio eletrônico, o e-commerce. A empresa, sediada em Vitória, atende a negócios capixabas e já desbravou as fronteiras do País.

“Por nossa empresa atuar no ramo da tecnologia, estar na internet, através das redes sociais é algo essencial para mantermos a sustentabilidade do negócio. Nosso público é mais segmentado, por isso, não temos tantos seguidores, mas os que nos seguem são potenciais clientes”, afirma Helder.

Atualmente com oito funcionários, a Tecnovix já atendeu clientes no exterior e a ferramenta principal para chegar até eles é a internet. “A gente costuma dizer que nosso maior vendedor é o Google. Estamos nas primeiras classificações de avaliação. Isso faz com que quem nem conheça a empresa, passe a confiar em nós”, completa Valentim.

 

Fonte: Folha Vitória

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