Open Banking: saiba o que é e como investir hoje mesmo!

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Sumário

O sistema financeiro aberto que está sendo implementado no Brasil é o derradeiro progresso em direção para a digitalização da área. O Banco Central criou uma medida para prever o compartilhamento de dados de clientes para melhorar produtos e seus serviços

Nesses últimos anos, nosso setor de bancos tem andado a passos largos para o aprimoramento da satisfação dos clientes, reduzir ao máximo os custos e principalmente, executar operações para conseguir competir de igual para igual com as fintechs e gigantes do ramo da tecnologia.

Então, o nosso sistema financeiro terá um trunfo: a regulamentação do Open Banking. Mas o que é Open Banking? O que muda, de fato? Como ele funciona afinal?

Continue a ler esse artigo que vamos responder essas perguntas! Simplificando o conceito de sistema financeiro aberto para o entendimento. Leia mais para conhecer sobre os benefícios do Open Banking e suas aplicações para as instituições bancárias!

Finalmente: Nosso Open Banking está regulamentado!

Nesse último mês (de maio), foi criada as diretrizes que irão controlar o compartilhamento de dados e serviços bancários entre instituições financeiras no país pelo Conselho Monetário Nacional e o Banco Central.

Essa implementação foi dividida em várias fases do qual irá seguir uma ordem que terá início a partir de 30 de novembro e se prevê que a finalização será apenas em outubro de 2021.

Com consentimento do cliente e a inclusão das premissas da Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD), o Open Banking gera a possibilidade de surgir novos produtos e serviços, sendo um importantíssimo passo para a modernização da área.

A Transformação Digital e seus desafios

Bem Antes de adentrarmos nos benefícios do novo conceito de Open Banking, precisamos entender os desafios que as nossas instituições financeiras têm lidado quando se trata de Transformação Digital.

Nos meados de 2010, as fintechs — startups que disponibilizam serviços financeiros abusando de softwares e novos recursos tecnológicos — Abocanharam o mercado impressionando os clientes com sua eficiência e competitividade.

Rapidamente as empresas repararam que os usuários buscaram serviços que estivessem integrando melhor ao seu modo de vida predominantemente digital e pautado na conveniência. Foi isso que revolucionou criando um movimento totalmente novo no mercado.

Com serviços buscando ter como centro o usuário (user-centric), essas startups utilizaram de tecnologias como tão conhecido Big Data e a tão falada Inteligência Artificial para aprimorar a experiência do consumidor e corrigir lacunas que não eram percebidas pelas instituições financeiras tradicionais.

Não apenas isso, essas Big Techs, as gigantes do ramo como Amazon, Facebook e Apple, entraram com força no mercado também, criando serviços próprios, especialmente na área de pagamentos digitais.

Essa alta competitividade teve seus benefícios: o ritmo da transformação digital foi acelerado no sistema financeiro como um todo. Agora que todo o foco foi direcionado ao âmbito digital, todos estão se esforçando para conseguir adaptar suas ofertas ao máximo, focando na inovação, com a diferenciação e melhoria na experiência do usuário.

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E o que é Open Banking, afinal?

Esse termo Open Banking remete aos métodos de inovação aberta, desenhados quase que exclusivamente para a área bancária. Nessa ideia, a colaboração entre startups, instituições bancárias, empresas de tecnologia e fintechs no acesso aos dados relevantes na resolução de soluções para os clientes é o foco.

O Open Banking sugere que a criação de produtos e serviços seja feita online, 100% digital, e que ela sejam para a melhoria de experiência para o consumidor final. Sendo assim, o objetivo da instituição financeira é atingir a máxima abrangência, acompanhando o cliente nos espaços digitais, aumentando assim a sua atuação, portfólio de serviços, público e o contato.

É muito importante destacar que, quando nos referimos ao Open Banking, falamos a respeito das interfaces de programação de aplicativos (APIs), do qual terceiros podem ter permissões de acessar as informações — financeiras nessa caso — com eficiência. A API do banco deve ser capaz de acessar os dados do usuário à outras plataformas de sua escolha.

O coração do Open Banking

Como adotamos esses procedimentos posteriormente em relação a países como Inglaterra, a Alemanha e os Estados unidos, nós pudemos observar procedimentos, compliance e o andamento de todas as fases de implementação em algumas das maiores economias do mundo.

Bancos são grandes produtoras de material informativo. Os bancos hoje tem uma grande quantidade de dados de transações passando por seus sistemas a todo instante. E, Se dados são a nova riqueza, essa área tem uma verdadeira mina de ouro nas mãos.

Pois o ponto chave que foi observado, foi a utilização das interfaces conhecidas como APIs para conseguir unificar todos esses dados e movimentar todas essas informações tendo a maior segurança possível. Essa abordagem vem ganhando cada vez mais relevância, pois reforça que os usuários têm a decisão final de como usar seus dados.

As aplicações abertas nos possibilitaram uma análise mais aprimorada de uma grande quantidade de dados por meio das novas tecnologias. Isso é uma oportunidade incrível para se criar insights em novos serviços e produtos de maneira mais aderentes, e levar empresas ao rumo de estratégias com o usuário como foco.

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Aqui vão alguns motivos investir em uma estratégia Open Banking

A seguir, 7 vantagens em uma estratégia de Open Banking para o setor financeiro. Ou seja, os motivos que valem tanto a pena investir nessa área.

  • Serviços monetizados: Grande aumento da rentabilidade, Utilizando melhor os dados para conhecer e atender os clientes com mais eficácia;
  • Corte de custos: uso aprimorado da tecnologia para reduzir os gastos da instituição bancária e os custos do clientes;
  • experiência do cliente aprimorada: Distinção da concorrência na área e no meio de fintechs e big techs, com base da satisfação do usuário;
  • produtos novos: A necessidade da geração de novos produtos mais lucrativos e eficientes para a publico alvo;
  • Desenvolvimento otimizado de soluções: ao utilizar estratégias com banco dados, as pesquisa e desenvolvimento podem se tornar mais eficientes, rápidos e baratos;
  • Transformação digital acelerada: Ao ter startups e empresas de TI como parceira para a estratégia, barreiras são superadas para a transformação digital;
  • aumento de valor: além dos usuários e do publico alvo, os bancos que tem uma inovação aberta aumentam o seu valor de mercado no geral;

Conclusão

Como pode ver, o Open Banking é um incrível negócio para bancos, startups e empresas de TI. Também contribuem com os clientes e, com a tendência para essa área, podem acabar mudando o ecossistema econômico do país inteiro.

Finalizando, dois passos iniciais são recomendados para os bancos que querem realizar a Inovação Aberta e saltar para o futuro:

  • Mentalidade digital: é de suma importância superar o passado e desenvolver uma cultura onde processos e serviços estejam pensados e realizados no meio digital. Estratégias centradas no usuário, interface ágil (principalmente para TI), controle de riscos e simplificação de processos, além de outras iniciativas que também entram nesse esforço. Através de consultorias e capacitação, é perfeitamente possível implementar uma mentalidade digital em menores prazos.
  • Tech-driven: outra recomendação também é aumentar os investimentos em plataformas tecnológicas internas, APIs públicos, cibersegurança e computação em nuvem. Tudo para ter uma infraestrutura que suporte e garanta que se tenha confiança na estratégia Open Banking.

Fonte: MJV


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